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O equilíbrio distante?

  • Foto do escritor: Ney Bedin - CMO
    Ney Bedin - CMO
  • 6 de ago.
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 3 dias


O sonho funciona quando planejado.
O sonho funciona quando planejado.

Tem uma cena que se repete em quase toda obra no Brasil. A casa fica pronta, bonita, com a pia de mármore, o piso que brilha, aquela luz que entra na hora certa da tarde. Todo mundo tira foto, todo mundo elogia. Aí, um belo dia, o morador entra no banho depois de um dia cansativo, espera a água esquentar, espera mais um pouco, e nada. Ou esquenta, mas sai um fiapo de água morna que mais parece um carinho tímido do que um banho de verdade. E aí bate aquela pergunta que devia ter sido feita bem antes: cadê o projeto de água quente nessa história toda?


Pois é. A gente sonha com aquele banho de hotel bom, chuveirão forte, água quentinha, pressão que dá gosto, e às vezes descobre, tarde demais, que a casa foi pensada pra tudo, menos pra isso. E olha que não é pedir a lua. É só pedir que o cano de água quente não precise atravessar meia casa pra chegar no chuveiro do quarto do fundo.


A boa notícia é que dá certo, sim


Calma que a história tem final feliz, sem precisar de milagre nem de crença em soluções mágicas. Porque soluções mágicas, sinto informar, não existem. E aqui vale abrir um parêntese sobre um personagem clássico dessa novela: o aquecedor elétrico de passagem, aquele queridinho que promete resolver tudo na hora, ligar e já sair água quente. Ele até tem sua função, é ótimo pra dar aquele empurrãozinho na temperatura em situações pontuais, tipo uma torneira meio esquecida, um ponto isolado que ninguém pensou antes. Mas contar com ele pro banho do dia a dia da casa inteira é outra conversa. Ele consome uma energia elétrica que assusta a conta de luz, exige uma instalação elétrica reforçada, e no fim das contas empurra pra debaixo do tapete um problema que devia ter sido resolvido lá na planta baixa, com calma e conversa.


O que realmente funciona, e funciona bonito, é um boiler bem dimensionado, alimentado por energia solar (ou gás, ou elétrica, dependendo do caso), posicionado com juízo, perto o suficiente dos pontos de consumo pra água quente não perder a viagem pelo caminho. Não precisa que o reservatório fique colado no banheiro, ninguém tá pedindo isso. Mas também não dá pra ele morar num quintal nos fundos enquanto o chuveiro fica lá na frente da casa, numa distância de dar inveja a maratonista.


O pulo do gato é sentar antes de erguer parede


E aqui entra o verdadeiro segredo, que não tem nada de segredo, na real é só bom senso: arquiteto, cliente e o profissional especialista em aquecimento solar precisam se encontrar antes, com a planta em cima da mesa e um café coado do jeitinho que só a casa brasileira sabe fazer. Nada de deixar pra pensar no shaft, no local do boiler ou no trajeto da tubulação só depois que a obra já subiu três andares. Isso dá trabalho pra todo mundo depois, custa mais caro, e o resultado nunca fica tão redondo quanto poderia.


Quando o arquiteto já sabe, desde o rascunho inicial, onde vai a caixa d'água quente, por onde passa a tubulação e quantos banheiros vão puxar água ao mesmo tempo, o projeto sai mais gostoso de morar. E quando o instalador entende a lógica da casa, entende o estilo de vida da família, quantas pessoas tomam banho de manhã correndo pro trabalho, se tem banheira, se tem spa, ele consegue dimensionar o sistema certo, sem sobra e sem falta.


Isso não é luxo de casa grande, não. É questão de planejamento, e planejamento cabe em qualquer metragem. A diferença entre um banho decepcionante e um banho de dar orgulho está muito mais na conversa que aconteceu (ou não aconteceu) na mesa de projeto do que no tamanho do terreno.


E, se sua casa está construida já, também dá, com mais paciência e racionalidade ainda, na hora de escolher o sistema e a aparelhagem.


Um convite pra essa reunião gostosa


Então fica aqui o convite, meio informal mesmo, do jeito que as coisas boas costumam nascer: bora sentar, arquiteto, cliente e fornecedor de água quente solar, com as plantas espalhadas, um cafezinho fumegando (esse já pode ser quente sem depender de boiler nenhum) e trocar ideia com calma. O objetivo é o mesmo pra todo mundo na mesa, fazer um projeto bacana, que funcione de verdade, que caiba no bolso e que entregue, no fim do dia, aquele banho quente, abundante, econômico, gostoso de ficar parado debaixo da água por mais um minutinho antes de sair pro frio.


Vem tomar um café com a gente! É só combinar:- (15) 3418-7234.

 
 
 

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