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Você compra aquecedores ou aquecimento?

  • Foto do escritor: Ney Bedin - CMO
    Ney Bedin - CMO
  • 23 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

A Diferença Entre Vender Aquecedores e Vender Aquecimento — E Por Que Isso É Muito Mais Quente do Que Parece


Anúncio de 1902 dos Aquecedores Rudd, destacavam a ÁGUA QUENTE em letras garrafais.



Imagine duas lojas lado a lado. Na da esquerda, um vendedor feliz exibe uma prateleira de aparelhos reluzentes e diz: — “Aqui está seu aquecedor de água, senhor! Entrega feita, serviço concluído!”


Na da direita, uma equipe suando o jaleco (e não por falta de ar-condicionado) está medindo canos, avaliando pressões, ângulos solares e o humor do tempo. Porque ali, meu amigo, não se vende um aparelho — vende-se água quente. Sempre.

E essa é uma diferença brutal.


A Fábrica do Frio e a Empresa do Quente


Quem vende aquecedores vende objetos essencialmente frios: caixas de metal, serpentina, vidro e promessas. Quando o caminhão descarrega o produto, a missão está cumprida. Se a água depois sai morna, fria ou filosófica (“o que é o calor, afinal?”), o problema já é de outro.

Quem vende aquecimento de água não tem essa sorte. Porque o produto final não é uma caixa — é banho quente. E se a água não sai quente, não adianta dizer que a válvula era boa ou que o termostato foi “fornecido pelo cliente”. O desafio é técnico, climático e, em muitos casos, quase espiritual.

O Desafio Brasileiro: Sol, Chuva e Curiosos com Chaves de Boca


No Brasil, país tropical, abençoado por Deus e atormentado por improvisadores, fazer um sistema de aquecimento solar funcionar bem é coisa séria. Há pressão hidráulica demais aqui, sombra de árvore ali, tubulação subdimensionada acolá — e sempre alguém querendo “achar um preço melhor na internet”. Mas montar um sistema de aquecimento solar não é como trocar o chuveirinho da pia. Quando se achatam os orçamentos com peças de procedência duvidosa e instaladores que juram saber “mexer com isso aí”, o resultado é previsível: uma água xôxa, sem graça, que esquenta só no dia da inauguração. E o pior — o barato nem é tão barato assim, depois que você precisa refazer tudo.


Você Compra um Carro ou uma Lista de Peças?


Pense bem: quando você quer um carro, você compra o veículo completo — e não uma lista com motor, pneus, volante e bancos para encaixar. Por que, então, tratar o aquecimento de água como se fosse um jogo de montar? O sistema precisa ser concebido, projetado e ajustado para funcionar em harmonia — como uma orquestra. E para isso, não basta um “técnico altamente especializado” (essa expressão já anda tão gasta quanto resistência de chuveiro de pensão). Precisa-se de experiência real, engenharia prática e responsabilidade com o resultado. Porque aqui, a entrega só termina quando a água sai quente. Sempre.


O Sol Está Aí — E a Conta de Luz Também


O Brasil é o paraíso da energia solar. Enquanto países nórdicos fazem malabarismos para aproveitar dois raios tímidos de sol por ano, nós torramos energia elétrica no chuveiro — essa invenção genial do interior paulista que virou o vilão oficial da conta de luz. Trocar o chuveiro elétrico por aquecimento solar é uma das decisões mais inteligentes e sustentáveis que alguém pode tomar:


  • Reduz o consumo de energia (e o susto no fim do mês),

  • Valoriza o imóvel,

  • E usa um recurso gratuito e abundante — o sol.


Faça o Teste Final


Na hora de escolher, faça uma pergunta simples, direta e reveladora:

“Vocês vendem aparelhos aquecedores ou vendem aquecimento?”

A resposta vai mostrar tudo o que você precisa saber. Porque quem vende aquecimento de verdade não entrega caixas — entrega conforto, constância e confiança. E, convenhamos, água quente é coisa séria demais pra deixar nas mãos de curiosos. 


Campanha com base neste texto:- https://www.youtube.com/watch?v=p2Swh8H0BaY

 
 
 

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